C A N T I G A S
D E
R O D A

 

 

Da letra A até O

 

 

 

 

DEFINIÇÕES

 

 

 


 

 

SOBRE AS CANTIGAS

 

 

Cantigas de Roda são um tipo de canção popular, que está diretamente relacionada com a brincadeira de roda. A prática é comum em todo o Brasil e faz parte do folclore brasileiro. Consiste em formar um grupo com várias crianças, dar as mãos e cantar uma música com características próprias, como melodia e ritmo equivalentes à cultura local, letras de fácil compreensão, temas referentes à realidade da criança ou ao seu universo imaginário e geralmente com coreografias.

 

Elas também podem ser chamadas de cirandas, e têm caráter folclórico. Esta prática, hoje em dia não tão presente na realidade infantil como antigamente devido às tecnologias existentes, é geralmente usada para entretenimento de crianças de todas as idades em locais como colégios, creches, parques, etc.

 

Há algumas características que elas têm em comum, como por exemplo a letra. Além de ser uma letra simples de memorizar, é recheada de rimas, repetições e trocadilhos, o que faz da música uma brincadeira. Muitas vezes fala da vida dos animais, usando episódios fictícios, que comparam a realidade humana com a realidade daquela espécie, fazendo com que a atenção da criança fique presa à história contada pela música, o que estimula sua imaginação e memória. São os casos das músicas “A barata diz que tem”, “Peixe vivo” e “Sapo Jururu”.

 

Em outros casos, algum objeto cria vida, ou fala-se de amor que para as crianças é representado principalmente pelo casamento, já que o exemplo mais próximo delas é o dos pais. Há ainda as que retratam alguma história engraçada, divertida para as crianças. Contudo, não podemos deixar de destacar as cantigas que falam de violência ou de medo.

 

Apesar de esse ser um tema da realidade da criança, em algumas cantigas ele parece ser um estímulo à violência ou ao medo. Atualmente algumas canções vêm sendo alteradas por pessoas mais preocupadas com a influência das músicas na mente infantil.

 

Não há como detectar o momento em que as cantigas de roda, já que além de terem autoria anônima, são continuamente modificadas, adaptando-se à realidade do grupo de pessoas que as canta. São também criadas novas cantigas naturalmente em qualquer grupo social.

 

De acordo com Cascudo (1988), autor que se destaca pelo seu brilhante estudo e grande empenho a respeito do assunto, as cantigas de roda tem um caráter constante. "(...) apesar de serem cantadas uma dentro das outras e com as mais curiosas deformações das letras, pela própria inconsciência com que são proferidas pelas bocas infantis." (ibid., p 676 ) .

 

Elas são transmitidas oralmente abandonadas em cada geração e reerguidas pela outra "numa sucessão ininterrupta de movimento e de canto quase independente da decisão pessoal ou do arbítrio administrativo." (ibid., p. 146 )

 

Como podemos confirmar é de acordo com a sua utilização pelas crianças que a cantiga vai se tornando popular. As cantigas hoje conhecidas no Brasil têm origem européia, mais especificamente de Portugal e Espanha. Não é notável, porém, esta origem, pois as mesmas já se adaptaram tanto ao folclore brasileiro que são o retrato do país.

 

As cantigas de roda são de extrema importância para a cultura de um local. Através dela dá-se a conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, dentre muitas outras coisas.

 

O folclore de determinado local vai sendo construído aos poucos através não só de cantigas de roda, mas também de histórias populares contadas oralmente, cantigas de ninar, lendas, etc.

 

"O folclore inclui nos objetos e fórmulas uma quarta dimensão sensível ao seu ambiente" (Câmara Cascudo) Veja a letra de algumas das cantigas de roda mais executadas no Brasil.(Por Ana Paula Araújo)

 

 

 

A ARCA DE NOÉ /VINICIUS DE MORAES

 

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
Lentamente surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
Vendo de longe aquela serra
E as planícies tão verdinhas
Diz Noé: que boa terra
Pra plantar as minhas vinhas
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E de dentro de um buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
“Os bosques são todos meus“
Ruge soberbo o leão
“Também sou filho de Deus”
Um protesta e o tigre- “não”
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Entre os pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Afinal com muito custo
Indo em fila os casais
Uns com raiva outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Longe o arco-íris se esvai
E desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Erguem-se os astros em glória
Enchem o céu de caprichos
Em meio à noite calada
Ouve-se a fala dos bichos
Na terra repovoada.

 

 

A BARATA DIZ QUE TEM

 

A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só
A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!
A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim.
A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura
A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado

 

 

A BARATA MENTIROSA

 

A BARATA DIZ QUE TEM
SETE SAIAS DE FILÓ.
É MENTIRA DA BARATA
ELA TEM É UMA SÓ.
AH! AH! AH!
OH! OH! OH!
ELA TEM É UMA SÓ.(bis)
A BARATA DIZ QUE TEM
SETE SAIAS DE BALÃO.
É MENTIRA DA BARATA
NÃO TEM DINHEIRO NEM PRO SABÃO
AH! AH! AH!
OH! OH! OH!
NEM DINHEIRO PRO SABÃO.(bis)
A BARATA DIZ QUE TEM
UM SAPATO DE FIVELA.
É MENTIRA DA BARATA
O SAPATO É DA MÃE DELA.
AH! AH! AH!
OH! OH! OH!
O SAPATO É DA MÃE DELA.(bis)

 

A BARCA VIROU

 

A barca virou,
No fundo do mar,
Porque a (nome da pessoa)
Não soube remar.
Adeus (nome da pessoa) !
Adeus, Maranhão !
Adeus, (nome da pessoa) !
Do meu coração !

 

A barraquinha

 

Vem, vem, vem sinhazinha
Vem, vem, vem Sinhazinha
Vem, vem para provar
Vem, vem, vem Sinhazinha
Na barraquinha comprar
Pé de moleque queimado
Cana, aipim, batatinha
Ó quanta coisa gostosa
Para você Sinhazinha.

 

A BONECA

 

Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bem
Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bem
Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bembém (BIS)

 

A CANOA VIROU

 

A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar
Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.

 

A CARROCINHA

 

A CARROCINHA PEGOU
TRÊS CACHORROS DE UMA VEZ [BIS]
TRA-LA-LA-LÁ
QUE GENTE É ESSA?
TRA-LA-LA-LÁ [BIS]
QUE GENTE MÁ!

 

A GALINHA DO VIZINHO

 

A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho.
Bota um, bota dois, bota três,
Bota quatro, bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito, bota nove,
Bota dez!

Brincadeira:

Com ela, a turminha vai aprender a contar
_ PARTICIPANTES: No mínimo dois.
_ ORGANIZAÇÃO Em roda.
_ COMO BRINCAR As crianças cantam a música
e ao chegar ao número
dez dão um pulo e se agacham.

 

A MACHADINHA

 

Brincadeira: Faz uma roda com uma criança no centro.
As da roda cantam:


Rá, rá, ra }
Minha machadinha } bis
Quem te roubou }
Sabendo que és minha? } bis
Eu também sou tua } bis
Passa a machadinha }
Para o meio da rua } bis


Aqui a menina sai do centro da roda e canta sozinha:


No meio da roda }
Não hei de ficar } bis


A roda responde:


Passa a machadinha }
Escolhei teu par } bis



Então a machadinha escolhe uma das meninas para ser a machadinha seguinte. Abraça a escolhida e volteiam ambas.

 

A MARÉ ENCHEU

 

A maré encheu,
A maré vazou,
Os cabelos da morena
O riacho carregou.
A maré encheu,
A maré vazou,
Os cabelos da morena
O riacho carregou.
Sete e sete são catorze
Três vezes sete, vinte e um.
Tenho sete namorados,
Não me caso com nenhum.
Em cima daquela serra
Há um velho gaioleiro,
Quando vê moça bonita
Faz gaiola sem poleiro.
Em cima daquela serra
Há um velho relojoeiro,
Quando vê moça bonita
Faz relógio sem ponteiro.

 

A ROSA AMARELA

 

Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá
Para me enxugar, ô Iá-iá
Esta despedida, ô Iá-iá
Já me fez chorar, ô Iá-iá...(repete)

 

A ROSEIRA

 

Letra e música extraídas do livro "Alegria, Alegria - as mais belas canções de nossa infância", de Carlos Felipe e Giselle Vargas, Editora Leitura.

 

A mão direita tem uma roseira,
A mão direita tem uma roseira
Que dá flor na primavera,
Que dá flor na primavera.
Entrai na roda, ó linda roseira,
Entrai na roda, ó linda roseira,
E abraçai a mais faceira,
E abraçai a mais faceira.

 

A VELHA FIAR

 

Estava a velha em seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava a mosca em seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava a aranha em seu lugar
Veio o rato lhe fazer mal
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o rato em seu lugar
Veio o gato lhe fazer mal
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o gato em seu lugar
Veio o cachorro lhe fazer mal
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o cachorro em seu lugar
Veio o pau lhe fazer mal
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o pau em seu lugar
Veio o fogo lhe fazer mal
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o fogo em seu lugar
Veio a água lhe fazer mal
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava a água em seu lugar
Veio o boi lhe fazer mal
O boi na água
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar
Estava o boi em seu lugar
Veio o homem lhe fazer mal
O homem no boi
O boi na água
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

 

AS ONDAS DO MAR

 

As ondas do mar são alvas,
São alvas como o papel.
As ondas do mar são alvas,
São alvas como o papel.
Um amor que deixa o outro,ó iaiá,
Não pode ser mais cruel.
Um amor que deixa o outro,ó iaiá,
Não pode ser mais cruel.
Você diz que o amor não dói,
Amor dói no coração.
Queira bem e viva ausente, ó iaiá,
Veja lá se dói ou não.
Maria me deu um cravo,
Sexta-feira da Paixão.
Botei o cravo no peito, ó iaiá,
Maria no coração.

 

AI, EU ENTREI NA RODA

 

Refrão - Ai, eu entrei na roda
Ai,eu não sei como se dança
Ai,eu entrei na contradança
Ai,eu não sei dançar
Sete e sete são quatorze,
com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um
Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar

 

ALECRIM

 

Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
É o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos
Alecrim do meu coração
Que nasceu no campo
Com esta canção.

 

ANDA A RODA

 

Anda a roda
Porque quero me casar.
Desanda a roda
Que eu não quero me casar.
Oh, moça que está na roda
Escolha o moço que lhe agradar.
Este não me serve,
Aquele não me agrada.
Só a ti hei de querer,
Só a ti, só a ti,
Só a ti hei de querer.

 

ANOITECEU

 

Anoiteceu o sino gemeu
a gente ficou feliz a rezar
Papai Noel vê se você tem
a felicidade pra você me dar
Eu pensei que todo mundo
fosse filho de papai Noel
Bem assim felicidade eu pensei
que fosse uma brincadeira de papel
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.

 

ANQUINHAS

 

A moda das tais anquinhas
É uma moda estrangulada,
Depõe seu joelho em terra,
E faz a gente ficar pasmada.
Menina, sacode a saia,
Menina, levanta o braço,
Menina, tem dó de mim,
Menina, me dá um abraço.

 

ATIREI O PAU NO GATO

 

Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau!!!!!!

 

 

 

BALAIO

 

EU QUERIA SER BALAIO, SINHÁ!
BALAIO EU QUERIA SER…
PRA ANDAR DEPENDURADO
NA CINTURA DE VOCÊ.
BALAIO, MEU BEM, BALAIO, SINHÁ
BALAIO DO CORAÇÃO…
MOÇA QUE NÃO TEM BALAIO SINHÁ
BOTA A COSTURA NO CHÃO.
EU QUERIA SER BALAIO
NA COLHEITA DA CEBOLA
PRA ANDAR DEPENDURADO
NA CINTURA DA CRIOULA
BALAIO, MEU BEM [REPETE]
EU QUERIA SER BALAIO
NA COLHEITA DO CAFÉ
PRA ANDAR DEPENDURADO
NA CINTURA DA MULHER.
BALAIO, MEU BEM [REPETE]

 

OU

 

BALAIO

 

Eu queria se balaio,
balaio eu queria ser
Pra ficar dependurado,
na cintura de “ocê”
Balaio meu bem,
balaio sinhá
Balaio do coração
Moça que não tem balaio, sinhá
Bota a costura no chão
Eu mandei fazer balaio,
pra guardar meu algodão
Balaio saiu pequeno,
não quero balaio não
Balaio meu bem,
balaio sinhá
Balaio do coração.

 

BAMBALALÃO

 

Bambalalão,
Senhor capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.

 

BARATA

 

EU VI UMA BARATA
NA CARECA DO VOVÔ
ASSIM QUE ELA ME VIU
BATEU ASAS E VÔOU.
SEU JOAQUIM QUIM QUIM
DE PERNA TORTA TA TA
DANÇANDO A VALSA SA SA
COM A MARICOTA TA TA.

 

BELA PASTORA

 

Lá no alto daquela montanha
Avistei uma bela pastora
Que dizia na sua linguagem
Que queria se casar.
Bela pastora, entrai na roda
Para ver como se dança:
Uma volta, meia volta,
Abraçai o "seu" amor.
Formação - Roda :

 

Uma criança fora - Bela Pastora -

 

e, as outras, de mãos dadas.

 

Maneira de Brincar:

 

A roda gira, cantando. No início da segunda quadra,

 

a "Bela Pastora" entra na roda e no final abraça

 

uma companheira que irá substituí-la.

 

 

BICHARIA

 

Enriquez/Bardotti versão de Chico Buarque 1977

 

Para o musical infantil Os saltimbancos

 

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, maiu, miau. Cocorocó.
O animal é tão bacana
Mas também não é nenhum banana.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, maiu, miau. Cocorocó.
Quando a porca torce o rabo
Pode ser o diabo
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó
Era uma vez
(e é ainda)
Certo país
(E é ainda)
Onde os animais
Eram tratados como bestas
(São ainda, são ainda)
Tinha um barão
(Tem ainda)
Nunca trabalhava E então achava a vida linda
(E acha ainda, e acha ainda)
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, maiu, miau. Cocorocó.
O animal é paciente
Mas também não tem nenhum
demente.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, maiu, miau. Cocorocó.
Quando o homem exagera
Bicho vira fera
E ora vejam só.
Au, au, au, Cocorocó.
Puxa, jumento
(Só puxava)
Choca galinha
(Só chocava)
Rápido, cachorro
Guarda a casa, corre e volta
(só corria, só voltava)
Mas chega um dia
(Chega um dia)
Que o bicho chia
(Bicho chia)
Bota pra quebrar
E eu quero ver quem paga o pato
Pois vai ser um saco de gatos
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, maiu, miau. Cocorocó.
Música integrante do CD: " Os Saltimbancos"
Site do Chico Buarque:
http://chicobuarque.uol.com.br

 

BITU

 

Vem cá, Bitu, vem cá, Bitu,
Vem, cá, vem cá, vem cá.
Não vou lá, não vou lá, não vou lá,
Tenho medo de apanhar.
Vem cá, meu bem, vem cá, meu bem,
Vem cá, meu coração.
Já vou lá, já vou lá, já vou lá,
Levar flores pra São João.

 

BOI BARROSO

 

Eu mandei fazer um laço
Do couro do jacaré
Pra laçar o Boi Barroso
No cavalo pangaré.
Me Boi Barroso, meu Boi Pitanga,
O teu lugar, ai, é lá na canga.
Adeus menina, que eu vou-me embora,
Não sou daqui, ai, sou lá de fora.
Meu bonito Boi Barroso
Que eu já dava por perdido,
Deixando rastro na areia,
Foi logo reconhecido.
Montei num cavalo escuro,
Trabalhei logo de espora,
Gritei a certa gente
Meu cavalo malacara tem andar de saracura
Não tropeça, nem se espanta viajando em noite escura

 

Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga
Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga

 

Eu mandei fazer um laço do couro da jacutinga
Pra laçar meu boi barroso lá no passo da restinga

 

Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga
Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga

 

OU

 

BOI BARROSO

 

Hoje é dia de rodeio, de churrasco e chimarrão
Venham ver a gauchada reunida no galpão

 

Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga
Meu boi barroso, meu boi pitanga
O teu lugar, ai, é lá na canga

 

BOI DA CARA PRETA

 

Boi da cara preta
Pega esta criança
que tem medo de careta
Não , não , não
Não pega ele não
Ele é bonitinho,
ele chora coitadinho.

 

BOI DE JANEIRO

 

E vem o sol, e vem a lua,
E vem meu Boi Janeiro passeando pela rua.
Quem foi que disse que Janeiro não saía?
Janeiro tá na rua com prazer e alegria.
Eu sou de longe, queremos ir.
O santo ajuda, para nos seguir.
E vem o sol, e vem a lua,
E vem meu Boi Janeiro passeando pela rua.

 

BOLINHO DE ARROZ

 

Eu sou um bolinho de arroz
Minhas perninhas vieram só depois
Minhas maõzinhas ainda estão por vir
e eu não tenho boquinha pra sorrir...
Porque,porque, porque
Porque eu sou um bolinho de arroz.

 

BOM BARRQUEIRO

 

Bom barqueiro,
Bom barqueiro,
Me deixai passar,
Passar.
Tenho filho pequenino
Pra acabar de criar,
De criar.

 

BOM VELHINHO/SAPATINHO DE NATAL

 

AUTOR: Octávio Filho

Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal
Como é que Papai Noel
Não se esquece de ninguém?
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem...
O velhinho sempre vem...

 

BORBOLETA

 

Borboleta pequenina
Saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria,
Que é noite de Natal.
Eu sou uma borboleta,
Pequenina e feiticeira,
Ando no meio das flores,
Procurando quem me queira.
Borboleta pequenina,
Venha para o meu cordão,
Venha cantar o hino,
Que hoje é noite de Natal.

 

BORBOLETINHA

 

Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a vizinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
Nariz de pica pau

 

BRILHA, BRILHA NO CÉU

 

Brilha, brilha, lá no céu,
A estrelinha que nasceu.
Logo outra surge ao lado
Fica o céu iluminado.
Brilha, brilha, lá no céu,
A estrelinha que nasceu
CABEÇA, ,OMBRO, PERNA, PÉ

 

Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé
Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé
Olhos, orelhas, boca e nariz
Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé

 

CACHORRINHO ESTÁ LATINDO OU

 

CACHORRINHO

 

Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal.
Cala a boca, cachorrinho,
Deixa o meu benzinho entrar.
Ô esquindô lê, lê!
Ô esquindô lê, lê, lá, lá!
Ô esquindô lê, lê!
Não sou eu que caio lá!
Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal.
Cala a boca, cachorrinho,
Deixa o meu benzinho entrar.
Brincadeira:

Quem está no centro da roda pula num pé só.
O resto bate palmas, desenvolvendo o ritmo
PARTICIPANTES: No mínimo três.
ORGANIZAÇÃO: Em roda com uma criança no centro.
COMO BRINCAR: A turma gira e canta.
No verso “Ô esquindô lê, lê!”,

as crianças batem palmas.

A do centro escolhe um colega. Os dois cantam essa
parte pulando ora com um pé, ora com outro.
A criança do centro cede o seu lugar para a
escolhida da roda e todos recomeçam.

 

OU

 

Cachorrinho

 

Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca, Cachorrinho,
deixa o meu benzinho entrar
Ó Crioula lá!
Ó Crioula lá, lá!
Ó Crioula lá!
Não sou eu quem caio lá!
Atirei um cravo n’água ,
de pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam,
viva D Pedro Segundo.

 

CADAFAU

 

Cadafau, cadafau, cadafau,
Fau, fau, fau, fau,
Onglei, onglei, onglei,
Biribitionglei
Biribitionglei
Cadafau, cadafau,
Fau, fau, fau.

 

CADÊ?

 

Cade o toicinho daqui?
O gato comeu
Cade o gato?
Foi pro mato
Cade o mato?
O fogo queimou
Cade o fogo?
A água apagou
Cade a água?
O boi bebeu
Cade o boi?
Foi puxar trigo
Cade o trigo?
A galinha comeu
Cade a galinha?
Foi botar ovo
Cade o ovo?
O padre chupou
Cade o padre?
Foi rezar a missa
Por onde é o caminho da Missa?
Por aqui...por aqui...por aqui

 

CAI, CAI, BALÃO

 

Cai cai balão, cai cai balão
Na rua do sabão
Não Cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!
Cai cai balão, cai cai balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!

 

CARANGUEJO

 

Palma,palma,palma
PÉ,pé,pé
Roda, roda,roda,
Caranguejo, peixe é
Caranguejo não é peixe
Caranguejo, peixe é
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré
Ora palma, palma, palma
Ora, pé, pé, pé
Ora roda, roda ,roda
Caranguejo, peixe é!
_ PARTICIPANTES No mínimo dois.
_ ORGANIZAÇÃO Em roda.
_ COMO BRINCAR As crianças giram e,
no verso “Ora, palma, palma, palma!”,
todas batem palmas; em “Ora, pé, pé, pé!”,
batem os pés no chão; e ao cantar “Ora, roda, roda, roda”,
giram de mãos dadas até o fim da música.
No último verso, “Caranguejo peixe é!”, elas agacham

 

CARNEIRINHO, CARNEIRÃO

 

CARNEIRINHO, CARNEIRÃO
NEIRÃO, NEIRÃO
OLHAI PRO CÉU, OLHAI PRO CHÃO
PRO CHÃO, PRO CHÃO
MANDA O REI, NOSSO SENHOR
SENHOR, SENHOR,
PARA TODOS SE LEVANTAREM.
[SENTAREM, AJOELHAREM ETC.]

 

CASINHA

 

Fui morar numa casinha- nha
Infestada- da de cupim- pim- pim
Saiu de lá- lá- lá
Uma lagartixa- xá
Olhou pra mim
Olhou pra mim e fez assim:
Smack! Smack

 

CASTELO

 

O castelo pegou fogo,
São Francisco deu o sinal.
Acode, acode, acode
A bandeira nacional.
Um, dois, três,
Quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove,
Para doze faltam três.
A matriz deu meia-noite,
O Rosário bateu duas,
Já está chegando a hora
Do meu bem sair à rua.
CHORA, MORENA"

 

"OI, CALANGO-DÊ"

 

Chora, morena,
Chora, morena,
Chora, morena,
Você vai e não me leva,
Morena.
Meu amor brigou comigo,
Eu não sei por que razão.
Se é por falta de carinho,
Toma lá meu coração.
Oi, calango-dê
Te re rê calango-dá
Te re rê, cumé que fica
Te re rê cumé que tá.
Dentro da viola tem
Dentro da viola tá
Duas pererecas secas
Pra cantar calango-dá.
Meu gogó comeu farinha
Meu gogó comeu fubá
Meu gogó subiu pra riba
Meu gogó não quer voltar.
Violão se fosse gente
Que gostasse de cantar
Abandonava as modinhas
Pra cantar calango-dá.

 

CIRANDA, CIRANDINHA

 

CIRANDA, CIRANDINHA,
VAMOS TODOS CIRANDAR,
VAMOS DAR A MEIA VOLTA,
VOLTA E MEIA VAMOS DAR.
O ANEL QUE TU ME DESTE,
ERA VIDRO E SE QUEBROU,
O AMOR QUE TU ME TINHAS,
ERA POUCO E SE ACABOU.
POR ISSO MENINA AGORA
ENTRE DENTRO DESSA RODA,
DIGA UM VERSO BEM BONITO,
DIGA ADEUS E VÁ EMBORA.

 

 

CÔA, FUBÁ

 

Côa, fubá, côa, fubá,
Essa moça morena não sabe coar.
Côa, fubá, côa, fubá,
Dá a peneira pra outra que saiba coar.
Pinheiro, me dá uma pinha,
Roseira, me dá um botão,
Menina, me dá um abraço
Que eu te dou meu coração

 

COELHINHO

 

De olhos Vermelhos
De pêlo branquinho
Orelhas bem grandes
Eu sou o coelhinho
Sou muito assustado
Porém sou guloso
Por uma cenoura
Eu fico manhoso
Eu pulo pra frente
Eu pulo pra trás
Dou mil cambalhotas
Sou forte demais
Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Tão grande ela era
Fiquei barrigudo

 

COMER, COMER

 

Quero acordar bem cedinho
Fazer um lanchinho
Laranja, café, leite e pão
Quero também chocolate
Iogurte, abacate
Biscoito, presunto e melão
Quero comer toda hora
Uma torta de amora
Bolinha de anis ou caju
Eu gosto mais de torrada
E uma baita fritada de carne de cobra e tatu
Eu gosto mais de torrada
E uma baita fritada de carne de cobra e tatu
Até de tatu?
De cobra faz mal!
Mas que comilão!
Nhão! Nhão! Nhão!
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Quero comer no almoço
Um bife bem grosso
Polenta, batata e arroz
Prefiro carne assada
Banana amassada com leite
Sucrilho depois
Quero ensopado de frango
Sorvete, morango
Suspiro, pudim e manjar
Eu vou ficar numa boa
Comendo leitoa
Com broa depois do jantar
Eu vou ficar numa boa
Comendo leitoa
Com broa depois do jantar
Depois do jantar?
Será que vai dar???
Não vai agüentar!!!
1, 2, 3
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Comer comer, comer comer
, é o melhor para poder crescer
Arriba!
Comer comer, comer comer,
comer comer comer comer comer
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Se eu não como, me dá nó nas tripas
Me ataca a gripe> Não posso dormir Incha meus olhos
Eu fico tão fraco
Que até um mosquito
Vai me destruir
Se eu não como, não posso gritar
Não consigo falar
E começo a tremer
Eu como de uma só vez
A comida de um mês
Até minha barriga crescer
Eu como de uma só vez
A comida de um mês
Até minha barriga crescer
Comida de um mês?
Comendo outra vez?
De uma só vez?
1, 2, 3
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer

 

COMPANHEIROS, EU SEI TOCAR

 

Companheiros, eu sei tocar.
- Companheira, o que sabes tocar?
Sei tocar a tamborileira.
- Como se toca a tambolireira?
Racataplan, a tambolireira.
Racataplan, a tambolireira.
Companheiros, eu sei tocar.
- Companheira, o que sabes tocar?
Sei tocar a flautariteira.
- Como se toca a flautariteira?
Fin, fin, a flautariteira.
Racataplan, a tambolireira.
Racataplan, a flautariteira.

 

CONSTANÇA

 

Constança, meu bem,
Constança,
Constante sempre serei,
Constante até a morte.
Constante eu morrerei.

 

CRIANÇA

 

Como é bom ser criança,fica na barriga e depois nascer
Como é bom ser criança, conhecer o mundo e poder viver
Que pena que eu tenho que crescer...
Ooooohhh...criança sempre eu quero ser
Pra ficar brincando, pra ficar sonhando em voar
Lá no azul do céu eu quero ser uma estrela
Pequenina a brilhar pra te iluminar
A se eu pudesse ser a m
ágica eu faria todo mundo mais feliz..
Muito mais feliz!!!

 

DE ABÓBORA FAZ MELÃO

 

Da abóbora faz melão
Do melão faz melancia
Da abóbora faz melão
Do melão faz melancia
Faz doce, sinhá,
Faz doce, sinhá,
Faz doce, sinhá, Maria
Quem quiser aprender a dançar,
Vai na casa do seu Juquinha,
Quem quiser aprender a dançar,
Vai na casa do seu Juquinha.
Ele pula, ele roda
Ele faz requebradinha.

 

DOIDAS ANDAM AS GALINHAS

 

Doidas, doidas, andam as galinhas
Para pôr o ovo lá no buraquinho
Raspam, raspam, raspam
PÂ’ra alisar a terra
Picam, picam, picam
Para fazer o ninho
Arrebita a crista o galo vaidoso
Có-có-ró-có-có
Canta refilão
E todo emproado com ar majestoso
É o comandante deste batalhão.

 

DOMINÓ

 

Por esta rua, dominó,
Passou meu bem, dominó
Não foi por mim, dominó
Foi por mais alguém, dominó,
Olha o passarinho, dominó,
Caiu no laço, dominó,
Dai-me um beijinho, dominó
E um abraço, dominó.

 

DONA ARANHA

 

DONA ARANHA
SUBIU PELA PAREDE
VEIO A CHUVA FORTE
E A DERRUBOU.
JÁ PASSOU A CHUVA
E O SOL JÁ VEM SURGINDO
E A DONA ARANHA
CONTINUA A SUBIR
ELA É TEIMOSA
DESOBEDIENTE
SOBE,SOBE,SOBE
NUNCA ESTÁ CONTENTE!
A dona aranha
Desceu pela parede
Veio a chuva forte
E a derrubou
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer
Ela é teimosa
E desobediente
Desce, desce, desce
E nunca esta contente

 

DON-DIN-DON-DIN

 

Don-din-don-din
Don- din-don-dá
Don-din-don-din
don-din-don-din-don-dá.
Quero que você me diga
Quantos dentes tem preá,
Quantos dentes tem preá,
Don-din-don-din-don-dá.
Dois em cima, dois embaixo,
São danados pra furar.
São danados pra furar,
Don-din-don-din-don-dá.

 

DONA PULGA

 

Pulga toca flauta,
Perereca, violão,
Piolho pequenino
Também toca rabecão.
Pulga mora embaixo,
Percevejo mora ao lado,
Piolho pequenino
Também mora no telhado.
Lá vem a Dona Pulga,
Vestidinha de balão,
Dando o braço ao piolho
Na entrada do salão.

 

ESCRAVOS DE JÓ

 

ESCRAVOS DE JÓ
JOGAVAM CAXANGÁ
TIRA,PÕE, DEIXA FICAR
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ
_ MATERIAL Uma pedrinha para cada criança ou qualquer outro objeto pequeno.
_ PARTICIPANTES No mínimo dois.
_ ORGANIZAÇÃO Em círculo, sentados no chão.
_ COMO BRINCAR Cada um coloca uma pedrinha à sua frente.
Enquanto canta, a criança pega a sua pedra e coloca na frente
do colega, sentado à sua direita. Nos versos “Tira, põe /
Deixa ficar!”, todas tiram a pedrinha da frente do colega,
colocam na sua frente e a deixam ali por alguns segundos.
Quando cantam “Guerreiros com guerreiros”,
as crianças retomam os movimentos até o verso
“Fazem zigue, zigue, zá!” Nesse momento,
os participantes seguram a pedra movimentando-a
de lá para cá e deixando-a, por fim, na frente do colega.

 

ESTA NOITE

 

Esta noite, esta noite
Eu dormi fora,
Me esqueci do cobertor.
Deu um vento,
Deu um vento
Na roseira,
Me cobriu
Todo de flor.

 

EU VI O SAPO

 

EU VI O SAPO
NA BEIRA DO RIO
DE CAMISA VERDE
SENTINDO FRIO
NÃO ERA SAPO
NEM PERERECA
ERA O PEDRINHO SÓ DE CUECA

 

EU VI O SOL

 

Eu vi o sol,
Vi a lua clarear,
Eu vi meu bem
Dentro do canavial.
De manhã cedo,
Tantas jandaias,
Vêm as morenas
Sacudindo as saias.
Mas à tardinha,
Cantam as morenas,
Vêm as jandaias
Sacudindo as penas.

 

EU FUI AO MERCADO

 

FUI AO MERCADO COMPRAR CAFÉ
E A FORMIGUINHA SUBIU NO MEU PÉ
EU SACUDI, SACUDI, SACUDI
MAS A FORMIGUINHA NÃO PARAVA DE SUBIR
FUI AO MERCADO COMPRAR BATATA ROXA
E A FORMIGUINHA SUBIU NA MINHA COXA
EU SACUDI,SACUDI, SACUDI
MAS A FORMIGUINHA NÃO PARAVA DE SUBIR
FUI AO MERCADO COMPRAR LIMÃO
E A FORMIGUINHA SUBIU NA MINHA MÃO
EU SACUDI, SACUDI, SACUDI
MAS A FORMIGUINHA NÃO PARAVA DE SUBIR
FUI AO MERCADO COMPRAR JERIMUM
E A FORMIGUINHA SUBIU NO MEU BUMBUM
EU SACUDI, SACUDI, SACUDI
MAS A FORMIGUINHA NÃO PARAVA DE SUBIR

 

EU FUI AO TORORÓ

 

Fui ao Tororó

 

FUI AO TORORÓ
BEBER ÁGUA E NÃO ACHEI
ACHEI BELA MORENA
QUE NO TORORÓ DEIXEI.
APROVEITA MINHA GENTE
QUE UMA NOITE NÃO É NADA
QUEM NÃO DORMIR AGORA
DORMIRÁ DE MADRUGADA.
Ó DONA MARIA
Ó MARIAZINHA
ENTRARÁS NA RODA
OU FICARÁS SOZINHA.
SOZINHA EU NÃO FICO
NEM HEI DE FICAR
PORQUE TENHO O PAULINHO
PARA SER MEU PAR.
DEITA AQUI NO MEU COLINHO
DEITA AQUI NO COLO MEU
E DEPOIS NÃO VÁ DIZER
QUE VOCÊ SE ARREPENDEU.
EU PASSEI POR UMA PORTA
SEU CACHORRO ME MORDEU
NÃO FOI NADA, NÃO FOI NADA,
QUEM SENTIU A DOR FUI EU.

 

EU FUI À ESPANHA

 

Cantigas » FUI NA ESPANHA
FUI NA ESPANHA BUSCAR O MEU CHAPÉU
AZUL E BRANCO DA COR DAQUELE CÉU.
OLHA PALMA, PALMA, PALMA
OLHA PÉ, PÉ, PÉ
OLHA RODA, RODA, RODA
CARANGUEJO PEIXE É.
CARANGUEJO NÃO É PEIXE,
CARANGUEJO PEIXE É,
CARANGUEJO SÓ É PEIXE
NA VAZANTE DA MARÉ.
SAMBA CRIOLA QUE VEIO DA BAHIA
PEGA ESTA CRIANÇA E JOGA NA BACIA.
A BACIA É DE OURO, AREADA COM SABÃO,
DEPOIS DE TUDO PRONTO, ENXUGA NO ROUPÃO.
O ROUPÃO É DE SEDA,
CAMINHA DE FILÓ
QUEM NÃO PEGAR SEU PAR
FICARÁ PARA A VOVÓ.
A BÊNÇÃO VOVÓ, A
BÊNÇÃO VOVÓ!
CRIOU LÊ LÊ CRIOU LÊ LÊ LÁ LÁ CRIOULA LÊ LÊ
NÃO SOU EU QUE CAIO LÁ

 

EU SOU UM COELHINHO

 

De olhos vermelhos
De pêlo branquinho
Dou saltos bem altos
Eu sou um coelhinho
Comi uma cenoura
Com casca e tudo Ai que ela era tão grande
Que eu fiquei barrigudo
Dou saltos pra frente
Dou saltos pra traz
Eu sou um coelhinho
Que de tudo sou capaz
De olhos vermelhos
De pêlo branquinho
Dou saltos bem altos
Eu sou um coelhinho
Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Ai que ela era tão grande
Que eu fiquei barrigudo
Dou saltos pra frente
Dou saltos pra traz
Eu sou um coelhinho
Que de tudo sou capaz

 

FERRA O PEIXE

 

Ferra o peixe, Marinho,
Ferra o peixe, ferra o peixe,
Marinho, olê! (bis)
O cravo tem vinte folhas,
A rosa tem vinte e uma,
O cravo botou demanda
Para rosa ter mais uma.

 

FLOR DE MARAVILHA

 

Eu ia passando,
Flor de maravilha,
Lá no bebedor,
Flor de maravilha,
Meu chapéu caiu,
Flor de maravilha,
Meu amor apanhou,
Flor de maravilha.

 

FLOR, MINHA FLOR

 

Flor, minha flor,
Flor bem cá,
Flor, minha flor,
lá rá lá rá lá lá.
O anel que tu me deste,
Flor vem cá,
Foi de vidro e se quebrou,
Flor vem cá,
O amor que tu me tinhas,
Flor vem cá,
Era pouco e se acabou.
lá rá lá rá lá lá.

 

FORMIGUINHA DA ROÇA

 

Formiguinha da roça
Endoideceu
Com uma dor de cabeça
Que lhe deu.
Ai, pobre,
Ai, pobre formiguinha!
Põe a mão na cabeça
E faz assim... e faz assim..

 

GARIBALDI

 

Garibaldi foi à missa
Com o cavalo sem espora.
O cavalo tropeçou,
Garibaldi pulou fora.
Garibaldi foi à missa
Com o cavalo sem espora.
O cavalo tropeçou,
Garibaldi lá ficou.

 

GATINHA PARDA

 

Ai, minha gatinha parda
A minha gatinha parda,
que em Janeiro me fugiu
Onde está minha gatinha,
Você sabe, você sabe,
você viu ?
Eu não vi sua gatinha,
mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa,
foi a bruxa pica-pau.

 

GIROFLÊ

 

Fui passear no jardim celeste giroflê, giroflá
Fui passear no jardim celeste para te encontrar
O que fostes fazer lá giroflê, giroflá?
O que fostes fazer lá para te encontrar?
Fui colher as violetas giroflê, giroflá
Fui colher as violetas para te encontrar
Pra que servem as violetas giroflê, giroflá?
Pra que servem as violetas para te encontrar?
Para coroar nossas cabeças giroflê, giroflá
Para coroar nossas cabeças para te encontrar
Se encontrasses com o rei giroflê, giroflá?
Se encontrasses com o rei para te encontrar?
Eu tiraria o meu chapéu giroflê, giroflá
Eu tiraria o meu chapéu para te encontrar
Se encontrasses com a rainha giroflê, giroflá?
Se encontrasses com a rainha para te encontrar?
Eu faria uma reverência giroflê, giroflá
Eu faria uma reverência para te encontrar
Se encontrasses com um soldade giroflê, giroflá?
Se encontrasses com um soldado para te encontrar?
Eu faria continência giroflê, giroflá
Eu faria continência para te encontrar
Se encontrasses com o demônio giroflê, giroflá?
Se encontrasses com o demônio para te encontrar?
E faria o sinal da cruz giroflê, giroflá
Eu faria o sinal da cruz para te encontrar

 

GLÓRIA

 

Pelas palavras deste clamor
Glória in excelsis Deo
Glória in excelsis Deo
Há uma voz pela campina< Ah! Vinde todos neste dia
Cantar um hino de louvor
Hino de paz e de alegra
Que os anjos cantam ao senhor
Refrão:
Glória in excelsis Deo
Glória in excelsis Deo
Cantar um hino de louvor
Hino de paz e de alegra
Que os anjos cantam ao senhor
Glória in excelsis Deo
Glória in excelsis Deo
Naquela hora abençoada
Em que nasceu o Senhor
A terra inteira foi abraçada
Anunciando que Deus nasceu
Naquela gruta tão pobrezinha
Cantam os anjos do céu
Glória in excelsis Deo
Glória in excelsis Deo

 

INDIOZINHOS

 

Um, dois, três indiozinhos

Quatro, cinco, seis indiozinhos Sete, oito, nove indiozinhos
Dez num pequeno bote
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando um jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou.

 

ITORORÓ

 

Eu fui no Itororó
Beber água e não achei.
Achei bela morena
Que no Itororó deixei.
Aproveita, minha gente,
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora,
Dormirá de madrugada.
Ó Maria, ó Mariazinha,
Entra nesta roda e dançarás sozinha.
Sozinha eu não danço nem devo dançar
Porque tenho o Paulinho para ser meu par.

 

JANELINHA

 

A janelinha fecha
Quando está chovendo
A janelinha abre
Se o sol está aparecendo
Fechou, abriu
Fechou, abriu, fechou.
Abriu, fechou
Abriu, fechou, abriu.

 

JOÃO TRABALHA COM 1 MARTELO

 

Cantigas » João trabalha com um martelo
João trabalha com 1 martelo
João trabalha com 1 martelo
(fazer o movimento do martelo com um dos braços)
Agora trabalha com 2 (mexer os dois braços)
João trabalha com 2 martelos
João trabalha com 2 martelos
Agora trabalha com 3
(mexer os braços e uma perna)
João trabalha com 3 martelos
João trabalha com 3 martelos
Agora trabalha com 4
(mexer os braços e as pernas)
João trabalha com 4 martelos
João trabalha com 4 martelos
Agora trabalha com 5
(mexer os braços, as pernas e a cabeça)
João trabalha com 5 martelos
João trabalha com 5 martelos
Agora vai descansar (relaxar o corpo)

 

LAVAR OS DENTES

 

Um copo com água
Uma escova e pasta
Pra lavar os dentes
É o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego
Muito esfregadinho
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho
Um copo com água
Uma escova e pasta
Pra lavar os dentes
É o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego
Muito esfregadinho
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho

 

LOJA DO MESTRE ANDRÉ

 

Ai olé , ai olé
Foi na loja do mestre André
Foi na loja do mestre André
Que eu comprei um pianinho
Plim, plim, plim, um pianinho
Foi na loja do mestre André
Que eu comprei um violão
Dão, dão, dão um violão
Plim, plim plim, um pianinho
Foi na loja do mestre André
Que eu comprei uma flautinha
Fá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão um violão
Plim, plim plim, um pianinho

 

MAÇANICO

 

Maçanico, maçanico
Maçanico do banhado.
Quem não dança maçanico
Não arruma namorado.
Maçanico, maçanico,
Mas que bicho impertinente!
Maçanico, vai-te embora,
Na tua casa chegou gente.

 

MAMÃE

 

Valsa, autores:Herivelto Martins e David Nasser Ela é dona de tudo,
ela é a rainha do lar,
ela vale mais para mim...
que o céu, que a terra, que o mar...
Ela é a palavra mais linda
que um dia o poeta escreveu,
Ela é o tesouro que o pobre
das mãos do Senhor recebeu.
Mamãe, mamãe, mamãe...
tú és a razão dos meus dias,
tú és feita de amor, de esperança...
Ai, ai, ai, mamãe ...
eu crescí e o caminho perdi,
volto a tí e me sinto criança
Mamãe, mamãe, mamãe...
eu te lembro o chinelo na mão...
o avental todo sujo de ovo...
Se eu pudesse, eu queria outra vez mamãe
começar tudo, tudo de novo!

 

MANDO TIRO TIRO LÁ

 

Um copo com água
Uma escova e pasta
Pra lavar os dentes
É o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego
Muito esfregadinho
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho
Um copo com água
Uma escova e pasta
Pra lavar os dentes
É o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego
Muito esfregadinho
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho

 

MARCHA, SOLDADO

 

Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acorda acorda acorda
A bandeira nacional .

 

MARGARIDA

 

Margarida (A Margarida fica no centro da roda
e outra, fora da roda, canta:)
Onde está a Margarida?
Olê, olê, olá
Onde está a Margarida?
Olê, seus cavalheiros
(Todos da roda cantam:)
Ela está em seu castelo
Olê, olê, olá
Ela está em seu castelo
Olê, seus cavalheiros
(A menina do lado de fora canta:)
Eu queria vê-la
Olê, olê, olá
Eu queria vê-la
Olê, seus cavalheiros
(Todos da roda:)
Mas o muro é muito alto
Olê, olê, olá
Mas o muro é muito alto
Olê, seus cavalheiros
(A menina de fora tira alguém da roda e canta:)
Tirando uma pedra
Olê, olê, olá
Tirando uma pedra
Olê, seus cavalheiros
(Todos da roda:)
Uma pedra não faz falta
Olê, olê, olá
Uma pedra não faz falta
Olê, seus cavalheiros
(A menina de fora vai tirando um por um da roda e,
a cada "pedra" retirada, as crianças da roda cantam:
"...duas pedras não faz falta, três pedras...",
até sair a última. Quando ficar só a Margarida, todos cantam:)
Apareceu a Margarida
Olê, olê, olá
Apareceu a Margarida
Olê, seus cavalheiros.

 

MARIA MADEIRA

 

Onde vai Maria Madeira, Sentadinha na sua cadeira, Fiando seu algodão, Pela casa do capitão. O capitão não estava aí, Ora, demos com ela no chão, Ora, demos com ela no chão. É de rin-fin-fin, É de rin-fon-fon, É de cor de limão, É de Nossa Senhora Da Conceição.

 

MARINHEIRO SÓ

 

Oi, marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a navegar?
Marinheiro só
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só
Foi o balanço do mar
Marinheiro só.
Eu não sou daqui,
Marinheiro só.
Eu não tenho amor,
Marinheiro só.
Eu sou da Bahia,
Marinheiro só.
De São Salvador.
Marinheiro só.
Oi, marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só.
Quem te ensinou a navegar?
Marinheiro só.
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só.
Foi o balanço do mar.
Marinheiro só.
Lá vem, lá vem,
Marinheiro só.
Como vem faceiro,
Marinheiro só.
Todo de branco,
Marinheiro só.
Com seu bonezinho.
Marinheiro só.
Lá vem, lá vem,
Marinheiro só.
Como vem faceiro,
Marinheiro só.
Todo de branco,
Marinheiro só.
Com seu bonezinho.
Marinheiro só.

 

MARIQUINHA

 

Mariquinha, não vá com os outros,
Mariquinha, não vá pra lá,
Mariquinha, fica comigo,
Que eu tenho um negócio
Pra te contar.
Não adianta me pedir,
Não adianta me implorar,
Com você eu já sofri,
Eu não quero mais ficar.
Fiz promessa a São João,
São João vai me ajudar
A fugir do seu zoião,
Vou-me embora do sertão.

 

MEU GATINHO

 

O meu gatinho
Quando acordou
Tomou o meu leitinho
Todo tomou
Nada deixou
Mamãe ficou zangada e me castigou!

 

MEU LANCHINHO

 

Meu lanchinho, meu lanchinho Vou comer, vou comer Prá ficar fortinho, prá ficar fortinho E crescer! E crescer!

 

MEU LIMÃO, MEU LIMOEIRO

 

Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Uma vez, tindolelê,
Outra vez, tindolalá.

 

MINEIRA DE MINAS

 

Sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!
Sou carioca da gema,
Carioca da gema do ovo
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!

 

OU

 

MINEIRA DE MINAS

 

Eu sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais (BIS)
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá !
Namorei um mocinho
Lá no fundo do quintal
O danado do mocinho

Só queria me beijar
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá !

 

MOÇA MINEIRA

 

Moça mineira,
Chega na janela.
Moça mineira,
Chega na janela.
Venha ver marujo
Que já vai pra guerra.
Venha ver marujo
Que já vai pra guerra.
É fogo, é fogo,
É fogo de arrasar.
É fogo, é fogo,
É fogo de arrasar.
Temos pólvora, chumbo e bala,
Nós queremos é guerrear.
Temos pólvora, chumbo e bala,
Nós queremos é guerrear.

 

MULHER RENDEIRA

 

Olê, mulé rendera,
Olê, mulé rendá,
Tu me ensina a fazer renda,
Que eu te ensino a namorá. (bis)
As moças da Vila Bela
Não têm mais ocupação.
É só ficar na janela
Namorando Lampião.

 

NA BAHIA TEM

 

Na Bahia tem,
Tem, tem, tem,
Na Bahia tem, morena,
Coco de vintém.
Na Bahia tem,
Já mandei comprar,
Máquina de costura, morena,
Ferro de engomar.
Na Bahia tem,
Já mandei buscar,
Boneca de ouro, morena,
Fole de soprar.

 

OU

 

NA BAHIA TEM

 

NA BAHIA TEM, TEM, TEM, TEM
NA BAHIA TEM, OH! MANINHA
COCO DE VINTÉM.
NA BAHIA TEM, VOU MANDAR BUSCAR
MÁQUINA DE COSTURA, OH!
MANINHA
FERRO DE ENGOMAR.

 

NA BEIRA DA PRAIA

 

Na beira da praia
Eu vou, eu quero ver
Na beira da praia,
Só me caso com você
Na beira da praia
Você diz que não, que não,
Você mesmo há de ser
Água tanto deu na pedra,
Que até fez amolecer,
Na beira da praia.

 

NA LOJA DO MESTRE ANDRÉ

 

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho,
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violão,
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha,
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho,
Dum, dum, dum, um tamborzinho
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

 

NA MÃO DIREITA

 

À MÃO DIREITA TEM UMA ROSEIRA (BIS)
QUE DÁ FLOR NA PRIMAVERA (BIS)
ENTRAI NA RODA, Ó LINDA ROSEIRA (BIS)
E ABRAÇAI A MAIS FACEIRA (BIS)
A MAIS FACEIRA EU NÃO ABRAÇO(BIS)
ABRAÇO A BOA COMPANHEIRA (BIS)

 

NA PONTE DA VINHAÇA

 

Lá na ponte da Vinhaça
Todo o mundo passa.
Lá na ponte da Vinhaça
Todo o mundo passa.
As lavadeiras fazem assim.
As lavadeiras fazem assim.
Assim, assim.
Assim, assim.
Lá na ponte da Vinhaça
Todo o mundo passa.
Lá na ponte da Vinhaça
Todo o mundo passa.
As costureiras fazem assim.
As costureiras fazem assim.
Assim, assim.
Assim, assim.

 

NÃO ATIRE O PAU NO GATO

 

Não atire o pau no gato (to-to)
Porque isso (sso-sso)
Não se faz (faz-faz)
Ô gatinho (nho-nho)
É nosso amigo (go)
Não devemos maltratar
Os Animais
Miau!!!

 

NESTA RUA

 

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem
Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar

 

O CRAVO E A ROSA

 

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa, despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

 

O DIABO E O FERREIRO

 

O diabo deu dinheiro
Pela alma do ferreiro
Que ficou muito contente
Com o esplendido presente
Mas o diabo há de voltar
Quando o tempo se passar
Quer a alma que comprou
E com ouro já pagou
São 10 anos de riqueza
Boa roupa e boa mesa
Mas depois o fogo eterno
Das caldeiras lá do inferno
O diabo já comprou
O diabo já pagou
Já pagou muito dinheiro
Pela alma do ferreiro

 

O MEU BOI MORREU

 

O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro, oh Morena
Lá no Piauí
O meu boi morreu
O que será da vaca
Pinga com limão, oh Morena
Cura urucubaca.

 

O MEU CHAPÉU

 

(No Brasil)
O meu chapéu tem três pontas
Tem três pontas o meu chapéu
Se não tivesse três pontas
Não seria o meu chapéu
(Em Portugal)
O meu chapéu tem três bicos
Tem três bicos o meu chapéu
Se não tivesse três bicos
O chapéu não era meu

 

O MEU GALINHO

 

Há três noites que eu não durmo, ola lá!
Pois perdi o meu galinho, ola lá!
Coitadinho, ola lá! Pobrezinho, ola lá!
Eu perdi lá no jardim
Ele é branco e amarelo, ola lá!
Tem a crista vermelhinha, ola lá!
Bate as asas, ola lá! Abre o bico, ola lá!
Ele faz qui-ri-qui-qui
Já rodei em Mato Grosso, ola lá!
Amazonas e Pará, ola lá!
Encontrei, ola lá!Meu galinho, ola lá!
No sertão do Ceará!

 

O NATAL EXISTE/QUERO VER

 

Autor: Edson Borges
Quero ver você não chorar
não olhar pra trás
nem se arrepender do que faz
Quero ver o amor vencer
mas se a dor nascer
você resistir e sorrir
Se você pode ser assim
tão enorme assim
eu vou crer
Que o Natal existe
que ninguém é triste
que no mundo há sempre amor
Bom Natal um Feliz Natal
muito amor e paz pra você
pra você

 

O PASTORZINHO

 

Havia um pastorzinho
Que vivia a pastorear.
Saiu de sua casa
E pôs-se a cantar:
Dó-ré-mi-fá-fá-fá
Dó-ré-dó-ré-ré-ré
Dó-sol-fá-mi-mi-mi
Dó-ré-mi-fá-fá-fá.
Chegando ao palácio
A rainha lhe falou,
Dizendo ao pastorzinho:
Seu canto me agradou.
Dó-ré-mi-fá-fá-fá
Dó-ré-dó-ré-ré-ré
Dó-sol-fá-mi-mi-mi
Dó-ré-mi-fá-fá-fá

 

O POBRE CEGO

 

Minha Mãe acorde,
de tanto dormir
Venha ver o cego,
Vida Minha,
cantar e pedir
Se ele canta e pede,
de-lhe pão e vinho
Mande o pobre cego, Vida Minha,
seguir seu caminho
Não quero teu pão,
nem também teu vinho
Quero só que a minha vida,
Vida Minha,
me ensine o caminho
Anda mais Aninha,
mais um bocadinho,
Eu sou pobre cego, Vida Minha,
não vejo o caminho.

 

O SAPO

 

O sapo não lava o pé.
Não lava porque não quer.
Ele mora lá na lagoa,
E não lava o pé
Porque não quer
Mas, que chulé!

 

O SAPO NÃO LAVA O PÉ

 

IA PASSANDO NUMA PINGUELINHA
MEU CHINELINHO CAIU DO PÉ
OS PEIXINHOS RECLAMARAM:
QUE CHEIRINHO DE CHULÉ
O SAPO NÃO LAVA O PÉ
NÃO LAVA PORQUE NÃO QUER
ELE MORA LÁ NA LAGOA
NÃO LAVA O PÉ PORQUE NÃO QUER
MAS QUE CHULÉ!!

 

O SÍTIO DO SEU LOBATO

 

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!
E NO SEU SÍTIO TINHA UM CACHORRO, IA, IA, Ô!
Era AU, AU, AU PRA CÁ
ERA AU, AU, AU PRA LÁ
ERA AU, AU, AU, PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!
SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!
E NO SEU SÍTIO TINHA UMA GALINHA, IA, IA, Ô!
ERA COCORICÓ PRA CÁ
ERA COCORICÓ PRA LÁ
ERA COCORICÓ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!
SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!
E NO SEU SÍTIO TINHA UMAVACA, IA, IA, Ô!
ERA MU, MU, MU PRA CÁ
ERA MU, MU, MU PRA LÁ

ERA MU, MU, MU PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!
SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!
E NO SEU SÍTIO TINHA UM PATO, IA, IA, Ô!
ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA CÁ
ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA LÁ
ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!
IA, IA, Ô
IA, IA,Ô

 

OLHA O BOI

 

Olha o boi, olha o boi que te dá,
Ora, entra pra dentro meu boi marruá.
Olha o boi, olha o boi que te dá,
Ora, o dono da casa, tu vais festejar.
Olha o boi, olha o boi que te dá,
Ora, dá no vaqueiro, meu boi marruá.
Olha o boi, olha o boi que te dá,
Ora, espalha esse povo, meu boi marruá.
Olha o boi, olha o boi que te dá,

Ora, sai da caatinga, meu boi malabar.
Olha o boi, olha o boi que te dá,
Ora, faz cortesia, meu boi guadimar

 

ONDE ESTÁ A MARGARIDA?

 

Onde está a Margarida?
Olê, olê, olá!
Onde está a Margarida?
Olê, seus cavaleiros!
Ela está em seu castelo,
Olê, olê, olá!
Ela está em seu castelo,
Olê, seus cavaleiros!
Tirando uma pedra,
Olê, olê, olá!
Tirando uma pedra,
Olê, seus cavaleiros!
Uma pedra não faz falta,
Olê, olê, olá!
Uma pedra não faz falta,
Olê...
Apareceu a Margarida,
Olê, olê, olá!
Apareceu a Margarida,
Olê, seus cavaleiros!
Eu queria vê-la,
Olê, olê, olá!
Eu queria vê-la,
Olê, seus cavaleiros!
Mas o muro é muito alto,
Olê, olê, olá!
Mas o muro é muito alto,
Olê, seus cavaleiros!
_ PARTICIPANTES No mínimo cinco.
_ ORGANIZAÇÃO Em círculo: um junto ao outro,
representando um muro. Uma criança fica no centro,
no papel de Margarida, e outra do lado de fora.
_ COMO BRINCAR A que está fora canta a primeira
estrofe e corre sozinha em volta da roda.
Quando termina, as que estão na roda cantam a segunda.
Depois, se alternam nas próximas duas.
Em “Tirando uma pedra”, o de fora escolhe um colega,
dá a mão a ele e, juntos, dão voltas.
A muralha responde com a próxima quadra.
Assim segue até que todas as “pedras” sejam tiradas.

 

 

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